ENG
Title: A Carta de Tosi Colombina [Incised Captaincies of Martim Afonso & Pero Lopes]
Technique: Oil, cold ceramic, acrylic, and ink on cotton; rebar, hooks, wire, and iron capsules
Dimensions: 170 x 105 x 15 cm [66.9 x 41.3 x 5.9 in]
Year: 2026


In 1751, Francesco Tosi Colombina signed the Mapa Geral dos Limites da Capitania de Goiás, a chart that positions Goiás as the epicenter of the country's hydrographic headwaters, mapping fluvial and overland routes, settlements, small towns, and cities. The map was less a geographical record than an instrument of occupation: each documented route served to justify Portuguese possession of the interior.

Two hundred years later, in 1944, the Portuguese historian Jaime Cortesão superimposed Colombina's chart onto the outline of modern Brazil. The exercise, carried out for didactic and comparative purposes, exposes the gap between the territory projected by the eighteenth-century cartographer and the territory that actually consolidated. A map within a map.

In this work, the cartographers' superimposition undergoes a third operation: the cartographic diagram, conceived as an aseptic surface, is reimagined as a Petri dish in tapestry — the body is born into and penetrates the routes, the headwaters, and the boundaries between captaincies, folding itself through the superimposition of the original maps to create a new fabric that comes alive in other instances: fertilized, hybridized, scarred, and living.

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PT
Título: Capitanias Incisas de Martim Afonso & Pero Lopes
Técnica: Óleo, cerâmica fria, acrílica e nanquim sobre algodão; vergalhão, ganchos, arame e cápsulas de ferro
Dimensões: 170 x 105 x 15 cm
Ano: 2026


Em 1751, Francesco Tosi Colombina assinou o Mapa Geral dos Limites da Capitania de Goiás, uma carta que posiciona Goiás como epicentro das nascentes hidrográficas do país, cartografando rotas fluviais e terrestres, assentamentos, pequenas vilas e cidades. O mapa era menos registro geográfico do que instrumento de ocupação: cada rota documentada servia para justificar a posse portuguesa do interior.

200 anos depois, Em 1944, o historiador português Jaime Cortesão sobrepôs a carta de Colombina ao contorno do Brasil moderno. O exercício, feito para fins didáticos e comparativos, expõe a diferença entre o território projetado pelo cartógrafo setecentista e o território que de fato se consolidou. Um mapa dentro de outro mapa.

Nesta obra, a sobreposição dos cartógrafos passa por uma terceira operação: o diagrama cartográfico, inventado como superfície asséptica, é pensado como uma placa de Petri em tapeçaria: o corpo nasce e penetra as rotas, as nascentes e os limites entre capitanias, dobrando-se por entre a sobreposição dos mapas originais para criar um tecido novo que se anima em outras instâncias: fecundado, hibridizado, cicatrizado e vivo.